NORTE DE MINAS COMO MAIOR POLO DE USINAS FOTOVOLTAICAS DO PAíS
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Congresso aponta oportunidades de negócios e de investimentos no setor para a região

Energias renováveis é um tema amplamente discutido na atualidade, por tratar-se de "energias limpas" e causar menor impacto ao meio ambiente. O Norte de Minas se destaca por ser a melhor região do país para implantação de projetos de energias renováveis, especialmente, a fotovoltaica. Nos dias 14 a 17, técnicos, investidores e profissionais do setor discutiram a viabilidade técnica e financeira de projetos, na ordem de milhões de reais, durante o II Congresso Norte de Mineiro de Energias Renováveis e a Exposolar. Os eventos foram realizados pela Adenor - Agência de Desenvolvimento do Norte de Minas, com apoio do Idene - Instituto de Desenvolvimento do Norte e Nordeste de Minas Gerais, Associação Comercial e Industrial de Montes Claros e patrocínio do Banco do Nordeste e Copasa, durante a 22ª Fenics.
Nelson Fonseca Leite, presidente da Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica - ABRADEE - está convicto em afirmar que "o setor elétrico do Brasil vai sofrer uma inserção cada vez maior em sua matriz energética e o Norte de Minas é privilegiado em relação a outras regiões porque aqui o índice de insolação é melhor do país. Posuir a condição ideal para expansão da rede de energia fotovoltaica significa em criação de oportunidades de negócios e empregos".
Para João Nilton, superintendente do Banco do Nordeste, “o BNB sabe da necessidade de investir na energia fotovoltaica para o desenvolvimento regional. Para apoiar a infraestrutura do sistema, criamos o FNE Sol, que abrange desde as pequenas usinas até as médias e investimentos para linha de transmissão. Além de eventos como este congresso, uma iniciativa promissora para dar frutos de organização do setor para novos projetos".

Investimentos

A Adenor reuniu investidores de todo o Brasil, como o Flávio Drumond, gerente da SmartP, uma empresa que integra o grupo Sunshine. Ele diz que "temos um projeto para implantar usina fotovoltaica na região e este evento é ideal para networking com outras empresas do setor. Analisar a geração distribuída e participar de leilões faz parte de um trabalho que visa, em curto período, fazer a implantação. Nosso projeto técnico está avançado e o plano de negócios pronto. Os módulos iniciais estão na ordem de 15 milhões de reais cada, com prospecção em Jequitaí e João Pinheiro. No Congresso, avaliamos melhor quais os locais que a Adenor aponta em relação às redes de distribuição da Cemig. Os módulos iniciais, de 5 megawhatts de energia distribuída, podem chegar ao nível de investimento de até 1 bilhão de reais, por causa da atratividade que o Norte de Minas apresenta".
Márcia Versiani, Diretora da Adenor, destaca que o evento deu continuidade ao projeto macro da Agência. "Evoluímos muito desde 2013, num projeto que vai impactar fortemente o mercado de trabalho, a capacitação de profissionais, a valorização do campo e ainda contribuir para o meio ambiente". Davidson Dantas, assessor das diretorias do Idene, explica que esta parte do Estado já possui algumas iniciativas em relação às energias renováveis. "Temos a solar, eólica, biomassa e lixo urbano. A solar está com projetos em andamento, a Biomassa tem projeto de 500 milhões na Barragem de Irapé, há medições prontas para a serra em Francisco Sá e licenciamento ambiental de energia, em Monte Azul, Santo Antônio do Retiro e, do lixo, tem estudo na Serra Geral de Minas, numa parceria público-privada".
Dantas completa que "a energia fotovoltaica, por sua vez, trouxe um olhar novo para a região que resultará num centro de distribuição de energia para todo o país, com a construção de megasubestações em Janaúba, através da Barragem de Irapé, a de Igaporâ, na Bahia, entre outras. Hoje, a Cemig distribui 7,2 giga watts, somente as unidades mapeadas no Norte de Minas (excluindo Pirapora), somam 3,6 gigas de energia fotovoltaica e 3,0 de energia eólica. O Norte passará de importador de energia para exportador de energia. As redes de distribuição que foram contratadas têm prazo de entrega, como uma usina precisa de até três anos para iniciar os trabalhos, em breve teremos uma nova realidade na região. A oportunidade de geração energia através de placas que ficam em telhados também está em expansão, Minas representa 26% deste modelo de geração de energia.

Exposolar amplia negócios no setor

Técnicos, estudantes, professores, empresários da área de energias, possíveis usuários e agentes públicos municipais conheceram todas as informações necessárias para o acesso aos benefícios ofertados pelo sol, vento, biomassa e lixo, durante a Exposolar. O estande da Adenor, na Fenics, teve ampla programação de palestras com técnicos e especialistas da Cemig, Efficiência, Alsol/Algar e de empresas especializadas em licenciamento ambiental e importação, como a Meius Engenharia e Value Entreprise". "A oportunidade de um evento de tamanha envergadura traz pra nós, integradores, ainda mais legitimidade ao nosso trabalho. A troca de experiência, os cases de sucesso, a atualização da legislação que regula o mercado e a apresentação da viabilidade técnico e financeira são importantes para nossa ampliação", diz Jefferson Andrade Jansen, Gerente Comercial na Prorec Solar de Montes Claros.
Uilton Rocha, responsável técnico do projeto de energias renováveis pela Adenor, conclui que "a reestruturação do planejamento das linhas de transmissão pela EPE - Empresa de Planejamento Energético, vinculada ao MME - Ministério das Minas e Energias e Cemig, era o maior gargalo quando o projeto foi iniciado. Atualmente, com todos os lotes leiloados, sendo vários em nossa região, e já em fase inicial de implantação, os investimentos contratados para os próximos cinco anos estão na ordem de 18 bilhões de reais. O mapeamento com georeferenciamento de 120 áreas propícias cadastradas para instalação de unidades de geração de energia serão disponibilizados no Portal de Energia Solar da Adenor e a previsão é de investimentos privados de cerca de 18 bilhões de reais nos próximos cinco anos. Minas Gerais será, em breve, exportador, ao invés de importador de energia, resolvendo definitivamente a falta de carga da região para novos investimentos produtivos".

 



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